Texto escrito e lido em voz alta na Oficina de Si: Uma Escultura Social pela Escrita e Oralidade, ocorrida no Museu Janete Costa de Arte Popular, em Niterói, município do Rio de Janeiro. Essa oficina também foi a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso de Jef Rodriguez em sua graduação em Artes no Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. As partes em negrito, sublinhadas e com caracteres especiais e estranhos ao texto buscam emular as rasuras que originalmente fiz nele, manuscrito como um rascunho.

 

dr. milton mills, um estadunidense, fez uma pesquisa e descobriu que a intolerância à lactose afeta * cerca de 33% da população branca , mas destrói + (ou) – 70% da população preta e indígena, e até 95% des descendentes asiáticos. ele, como clínico, chegou a atender uma ————— senhora preta e lhe dizer, frente aos seus sintomas; vc tem intolerância à lactose. e ela disse ‘eu sei’. ele disse: porque permanece então sendo º laticínio$ seu$ alimento? e ela falou : porque o governo diz que é bom.  daí ele viu : uM cultivo do genocídio * negro ´pelas bocas .

boca é rua. peço licença ********, ********** * aguardo a minha vez de cruzar *o cruzamento da encruzilhada.

ou seja :

falamos da posição de pessoas vivendo experiências distintas, mas sendo a mesma sociedade . discutimos uma cidadania mínima. ********- (o que quer dizer que) não ter moradia implica não ter árvore pra catar as frutas, não ter rio pra nadar., não ter oca. pois não só, mas Em são paulo tb —– : deus é uma nota de 100.

são paulo. 1982. governo paulo maluf. um —— estudo governamental demonstra preocupação com o crescimento demográfico, com o crescimento da população. e propõem como solução A esterilização em massa de mulheres negras. seguem suas próprias palavras :

” a se manter essa tendencia, no ano 2000, a população P4RDA e negra será da ordem dos 60%, por conseguinte muito superior a branca e, eleitoraimente, poperá mandar na política brasilera e dominar to dos os pontos chave’ ‘

———– liberaade talvez seja escolha. *** e o que se quer, quem sabe, ainda não possa (nem) ter vm nome.