Jandir Jr. <mailexpressivo@gmail.com> 7 de janeiro de 2019 22:14
Para: André Vargas <andrevargasantos@gmail.com>
Assunto: digerir

André.

Nós já nos falamos. Escrever para você é um fingimento em certo ponto, no que tange à novidade. E se já sabemos que iríamos nos falar, se lhe avisei: vou te mandar um e-mail, cara!, o que temos então é essa possibilidade de adentrarmos em nossas interioridades, por nossas escritas, para falarmos mais e melhor do que falamos um ao outro quando usamos as palavras que nos saíram pelas gargantas. Escrevo para você, eu percebo também, na esperança de uma resposta sua, e aí na possibilidade de lhe guardar. Quem sabe ter você um pouco, nisso que pode ser documento, que pode ser por mais tempo. Ter um pequeno e-mail seu.

Mas mais que só e-mail, seria ter o seu texto. A força de uma redação só se faz quando assumimos como um lugar de realização aquilo em que escrevemos. Podemos redigir um bilhete dizendo que compramos o arroz, para pedir qualquer por favor, mandar um e-mail e avisar o pormenor burocrático. Mas certo texto, e o seu texto, amigo, esteja onde estiver, transpassa o papel, já não é mais tinta, caractere, não é suportado por algo e, por isso, pode se dar em qualquer lugar. Bem sei pelos e-mails que já pude receber seus. Textos que surgem sorrateiros e que não precisam das páginas gloriosas de qualquer livro para se fazerem. Até nos formulários em que escrevemos no nosso trabalho burocrático. Até neles eu sei que se pode ver que você é poeta.

Você redige na página dos dias. Vejo em você que é possível escrevermos banalidades com pungência ou beleza. Ou até que isso é inescapável a certas pessoas, em que suas vidas não são só onde se fazem apêndices seus fazeres em arte. Mas confesso que digo isso pelos próprios interesses que estão em mim. No momento, em muitos momentos, você sabe, aprecio esses textos que surgem rasgando o dia a dia. Quero escrever assim. E por isso sou de toda admiração por você e por quem eu vejo nisso. E mesmo que não se enxergue dessa forma, aprendo olhando para sua anotação qualquer, seu comentário jocoso no intervalo do almoço, seu gaguejo, trocadilho, os refrões que canta enquanto caminha a esmo, que me instruem mais vezes que suas obras, seus poemas, músicas, seus livros publicados. Devo dizer isso.

É a convivência, claro. No passar das semanas, suas obras de arte não se prestam à convivência com tanta disponibilidade quanto seus pequenos atos corriqueiros. Ou são suas obras tantas no cotidiano… como seus escritos que são postos no chão, nas bancadas de trabalho, em tantos lugares. O que falo talvez seja então de certa qualidade no que você redige no curso dos dias, que o faz destacado na ordem ordinária. E essa qualidade, que me possibilitou usar o nome poeta para lhe nomear no segundo parágrafo, acredito nomeável novamente. Há força artística, isso é o presumível de tudo que falei. Mas há teses que se lançam enquanto sua rima ruma, e cabe falar delas ao ler você, quando lhe penso em trabalho teórico, em pesquisa, com referências e hipóteses emergindo dos seus rompantes, associáveis tão de pronto à manifestação artística e só. Mas isso, novamente, diz mais de mim, seu leitor, do que sobre você. Preciso me falar um pouco então.

October. 118. Uma publicação do MIT Press. Evidente que este não é meu nome, mas gostaria, por um momento, de me chamar Sergei Tretiakov. É quem segue registrado nas páginas desta revista, que me escapa por ser paga, distante e por não estar disponível online de todo.

Olho então suas páginas prévias no site da The MIT Press Journals. Enfrento o inglês munido do Google Tradutor. As páginas que carregam textos de Tretiakov seguem ocultas para mim. Só posso observar poucas introduções, redigidas por outras pessoas, e somente um artigo na íntegra, que fala sobre Tretiakov pelos termos de uma pesquisadora. Mas nada redigido por ele mesmo me é legível.

No DuckDuckGo então digito seu nome, e encontro alguns artigos em espanhol. Dois me chamam a atenção, um deles também escrito pela mesma pesquisadora que vi na October. Observo que cada um deles aborda certa fase da produção de Tretiakov, o que me dá a sensação de que encontrarei ali, neles, alguma clareza. E decido seguir por esta trilha que se abriu.

Mas é só em um, o único de outro autor, que encontro uma tradução de algo que Tretiakov mesmo escreveu. Você sabe, nós conversamos sobre os escritores soviéticos em seu movimento factográfico, que nomeava seus interesses em construir suas fortunas textuais em documentos, diários, crônicas, epístolas, e não em gêneros ficcionais como o romance. O que ocorre é que houve uma chamada para intelectuais e artistas irem aos campos, os koljós, para que ajudassem no desenvolvimento agrícola na União Soviética. “Escritores aos koljoses!”, era a frase de chamamento oficial. E aí se instalou uma incerteza entre eles. Houve quem encarasse o chamado como a tarefa de descrever o que acontecia fora de seu entorno urbano. Outros, por observar que escritores pouco sabiam sobre a produtividade das fazendas, iam retratar a vida cotidiana e só. E ainda havia os que se viam como detetives, investigando se os camponeses não estavam subvertendo suas tarefas, construíndo porões, desviando recursos. A convocação aos escritores tinha força emotiva, o tom era panfletário, mas as instruções sobre o que deveriam fazer não eram precisas. Fazia parte do primeiro Plano Quinquenal de Stalin, dedicado a uma industrialização urgente e coletivização forçada, em uma sociedade em que nem escritores estavam minimamente interessados no trabalho de base campesino, nem trabalhadores rurais ficavam felizes pela estadia de uma intelectualidade burguesa que se fazia ali mais como convidada de honra que como força de trabalho produtiva. Mas Tretiakov encarou positivamente o trabalho nos koljós, como um passo adiante na amálgama da intelectualidade soviética às massas. A convocação dos escritores aos koljoses coincidia com seu afastamento dos ideais factográficos. Era o momento em que Tretiakov pensava em como se fazer um escritor operativo. Sua fase operativa desejava ir além da escrita dos fatos, da não-ficção. Desejava que a técnica literária encontrasse lugar dentro do processo produtivo da sociedade soviética. E os koljós foram oportunos para pôr essa fase em prática, ainda que em menos de dez anos após o início dessa experiência, no stalinismo, lhe tenham aprisionado e condenado à morte por fuzilamento, pela acusação de colaborar como espião da inteligência japonesa, o que nunca se comprovou para além de sua confissão forçada, semelhante à tantos casos nesse período.

E aí estamos frente à descrição que Sergei Tretiakov redigiu sobre o que fez durante estadia em um koljós. Como deu vazão ao projeto operativo? Está descrito: planejou criar uma creche, participou das reuniões cotidianas, contribuiu com seu dinheiro para comprar tratores, facilitou a comunicação cotidiana entre os locais, discutiu, ajudou a entenderem passagens de leituras difíceis, aprendeu sobre cultivo e colheita para entender melhor esses coletivistas, foi anfitrião de visitantes, criou ofertas culturais para a comuna, atuou na educação, fotografou, montou debulhadoras. E também organizou a publicação de periódicos locais, escritos pelos trabalhadores.

Burocrático. Podemos pensar dessa lista. Mas Tretiakov se via como plenamente imerso no processo coletivo dali. O tempo foi passando e ele se tornou mais crítico a sua posição como especialista, percebendo que todas essas atribuições não necessitavam estar centralizadas nele. De qualquer forma, o que me toca é como as atividades em que ele se envolveu para dar conta de inserir-se como escritor dentro da produção no koljós fez com que ele se visse em outras práticas corriqueiras, como um administrador, um educador, um síndico, um agitador. Ao contrário da revolução moderna do objeto artístico, em que artistas investiram para que suas obras adentrassem em si mesmas e convocassem sua autonomia em relação a qualquer outro contexto que não o da fruição imediata, certos escritores soviéticos preocupavam-se em como atender, com suas práticas, ao projeto maior de constituição comunal. Em outras palavras, em como trair sua posição de classe burguesa, deixar qualquer interesse da arte pela arte, e fazerem algo pelo projeto soviético com o que escreviam. A esta questão, respostas tão disparatadas quanto o realismo socialista e a escrita operativa foram dadas. E hoje nós vemos tais respostas serem reensaiadas em nossa sociedade, por movimentos talvez até alheios à curta história soviética, como na persistência das escolas e cursos de belas artes, sustentados e conectados com a admiração popular por elaborações artísticas hiper-realistas, ou por coletivos, artivistas, práticas de mudanças sociais dentro da arte contemporânea, diluições de autoria nos fazeres em arte e até na elaboração liberal da ideia de estética relacional por Nicolas Bourriaud. Me sinto parte desse segundo grupo, dissensual e por vezes conflituoso.

Não é por uma posição política que retorno a Sergei Tretiakov. Me entusiasma ver algo que não foi reencenado por nossa sociedade nisso tudo que ele e tantos outros escritores fizeram, animados pelos desafios na União Soviética. Caminhamos nos rumos da modernidade, tudo em que estamos é fruto da nossa ida ou crítica nos sulcos da modernidade artística. Enfrentamos o deserto estéril que nós mesmos criamos, o abismo entre o que fazemos e a sociedade maior, nossos mundos pequenos, nossa plêiade, mesmo que uma plêiade de revoltosos, que marcham calçados em pantufas. Eles, escritores soviéticos, talvez nunca tenham conseguido o mínimo sucesso reconhecível com relação a atuar como escritores operativos, ou como escritores dos fatos, ou como condutores das massas. Mas suas premissas desde o princípio partiram disso: de constituir um projeto muito maior que qualquer produto final que saísse de suas mãos. Faziam um bloco de países ao escreverem, um projeto de globo, era isso que os animava. E por me ver em uma missão por deveras maior do que eu mesmo e minhas pequenas mãos, me interesso por eles.

Daqui há pouco estarei me matriculando em um mestrado na UFF. Uma linha prática, você já sabe. Em que desenvolverei um trabalho sobre a forma da pesquisa em artes visuais; em como artistas, e sobretudo eu mesmo, podemos e temos feito mudanças nos formatos da pesquisa acadêmica. Daí encontrei Tretiakov enquanto ainda lia para as provas de admissão, e me encantei. Primeiro pela factografia: em como via semelhança com minha ânsia até então um tanto sem porquês em fazer um arquivo de mim e só, abandonando qualquer outro investimento mais matérico em minha carreira como artista. E, mais recentemente, em como pensar no escritor operativo, no autor como produtor, me fez entender que quero que meus arquivos sejam não só documentos estéreis, rastros do que fiz, mas que sejam eles mesmos atos no mundo; cartas endereçadas cortando a opacidade dos dias; palavras faladas em meio à cidade, sussurradas nos ouvidos desconhecidos enquanto as gravo com o celular; alguma posterior memória. Coisas assim, ainda sem muitas decisões claras sobre o que quero com o que assumo para mim, me fazem entender que desejo escrever minha dissertação não como um texto coeso e único, mas sim composto de fragmentos, dia a dia, dos meus arquivos, e-mails, falas, cartas, documentos, que coincidam sob o tema da forma da pesquisa. Por isso, o que escreverei, e como escreverei, são respostas que me faltarão até a última linha da monografia. E se por um lado esse é meu programa, por outro me angustia de certo modo: quero planejar alguma responsabilidade para com o mundo. Quero decidir como escrever, e com isso decidir para quem escrevo, com quem escrevo, para o que escrevo. Por isso você recebe este e-mail, André.

Você quem me disse sobre a ideia de Nietzsche em digerir as referências que nos vem, torná-las parte de nós mesmos ao exibirmos o discurso. Falou disso de modo que, quando fui perguntar sobre, mencionei como se fosse ideia sua, não dele. Rimos disso. E agora até hesito: como não faço ideia de onde saiu isso que você leu, já não sei se falo de Nietzsche ou de você ao dizê-lo. Suas preocupações, quando falou disso publicamente, diziam respeito a como nos preocupávamos em citar de onde vinha o que dizíamos, ao invés de esquecermos por ora disso e oportunizarmos tornar outra, em nós, qualquer citação. Esquecermos por ora que Foucault disse aquilo, para ver o que Foucault disse, quem sabe, se transformar.

Assumirmos na língua eximida qualquer responsabilidade pela gênese do que dizemos é tomarmos em nós a possibilidade de falarmos com a leveza dos que disseram pela primeira vez. E como dar a leveza merecida aos que realmente falarão na academia pela primeira vez? Lembro do susto que tomei ao ver como funcionava a academia: sua intertextualidade babélica, seu preciosismo formal, sua erudição encastelada, refratária a qualquer das inocências dos que estão no primeiro período de faculdade. Soma-se a isso a condição de afastamento de gênero, classe e raça dos que só há pouco acessaram as universidades e pronto: se faz uma linha de separação que produz quem terminará o curso e quem não, quem concorrerá as melhores vagas e quem estará aquém delas. Em artes, há ainda as formalidades sobre os trabalhos acadêmicos em determinadas disciplinas e estágios da graduação e pós, que parecem totalmente estrangeiras à elaboração arrojada da arte contemporânea, e que realmente o são, já que são outra demanda, vinda de toda a estrutura universitária no país, esteja ela incutida na mentalidade docente ou coagindo-a à adequação, via repasses e pontuações.

Mas digo disso tudo porque me transformei. Já não sou o que entrou na faculdade no primeiro período, informado pela mídia popular e pela igreja cristã, distante do capital cultural. E, com isso, deixei de escrever como escrevia antes. Isso, se é por um lado a tomada de perspectivas que já não respondem ao ambiente conservador em que pobres vivem ideologicamente, por outro é a prova que adquiri certos hábitos verbais, vícios de fala, que me fazem, sem nem mesmo eu o querer, distinto da maior parte da população que não adentrou o ensino superior, para além das distâncias discursivas implicadas por minha área específica, as artes visuais. E como minha dissertação será escrita aos quatro ventos, e não só nas páginas monográficas, preciso saber como escrever de outro modo.

Como escrever a cada vez de um jeito? Como mudar a voz de acordo com a quem eu me direciono? Como me transformar? Cada vez mais, entendo que não conseguirei sozinho; que isso será possível na medida em que eu investir em me transformar pelo contato com toda diferença. Artista-pesquisadores aos koljoses! E como fazer como você, André? Fazer do que escrevo meu ato, a arte, uma hipótese, tudo ao mesmo tempo? Como?

Já discutimos um pouco a forma da minha pesquisa. Isso eu ganhei de você. Andávamos um ao lado do outro, peripatéticos, e você me questionava como conciliar essa minha vontade por ação direta do texto com a necessidade de escrever tanto no mestrado. Como fazer com que fosse lido um texto grande em condições tão adversas, por pessoas não necessariamente dispostas àquilo, como nossos orientadores e banca estarão. Lhe falei que acreditava em endereçamento para que os textos fossem lidos; se escrevo para você, por exemplo, acredito que você lerá o que escrevo aos montes mais facilmente do que se fosse um texto sem destinatário. Mas sei: eu preciso pensar na recepção. Meus leitores não serão universais, isso não existe. Desejo combater o texto universal acadêmico ao escrever assim na academia. Escrever de modo menos universal… é o que quero.

Você também me perguntou se não temo deixar de ser artista ao entrar tão fundo em motivos de ordem intelectual. Claro, não faço jus às palavras como você me disse. Mais digo de minhas impressões residuais quando ouvi você. E eu disse que não devemos fugir, me lembro. Somos intelectuais, ocupamos essa posição em nossa sociedade: graduados, pós-graduados, artistas, privilegiados por sermos vez ou outra contratados como trabalhadores da intelectualidade. Intelectual já se é quando aqui, onde estamos. Mas quando ansiamos mudar a técnica da pesquisa, da escrita, do exercício profissional como intelectuais, instigados como os soviéticos estiveram, eu digo: ainda que longe da identidade como artistas, estamos fazendo como artistas fizeram, como certos escritores fizeram. Ao não fugir de uma responsabilidade pública como artista-pesquisador, trazendo as discussões para o modo como se faz, como se posiciona na sociedade, como adentrar no processo produtivo social, fazemos como artistas; mudamos ao sabor do nosso próprio programa, ainda que este nos leve para longe do que o consenso diga que é arte. Mas já estamos longes do que o consenso diz que é arte, não é? Não pintamos quadros realistas. Isso é tudo para estarmos em um grande fora, que ainda assim pressiona todos os dias a mentalidade dominante.

E quando nos perguntamos se tínhamos medo de parecermos vanguardistas ao nos apropriarmos de referências e modos de dizer como o que faço com Sergei Tretiakov? Quase dissemos em uníssono não, seguido de muitas risadas. Realmente, não temo ser visto como um inocente que ainda crê em vanguardas. Não creio em vanguardas, mas creio na energia que há no que fizeram. No modo como se permitiram mergulhar de modo apaixonado em suas crenças. Utopias servem para caminhar, já vi o Galeano parafrasear isso uma vez. E por isso caminhamos. Retiramos energia desse horizonte inexplorado para seguir. Algo assim há no que chamávamos de vanguarda enquanto conversávamos.

Mas eu temo uma coisa, André. Eu realmente temo entrar e sair dessa pesquisa como o mesmo. Não mudar nada, ou mudar pouco, permanecer como tudo que vejo por aí. Permanecer ilhado em mim mesmo, ter jogado essas palavras e impressões que disse todas ao vento. Quero terminar isso tudo tendo algum ensaio do que pode ser uma pesquisa em arte que discuta sua própria forma, seus parágrafos, suas pontuações. Mas é fundamental que isso tudo corrobore para uma dissertação que, sobretudo, seja uma ação no mundo. Uma não, várias. Que se espraie ao meu redor como qualquer coisa que ainda não sei. Não há porque eu renegar esse caráter em algo de todas as pesquisas que são feitas em instituições como a que adentrarei; todas essas dissertações artísticas se tratam de atos no mundo, assim como o que desejo fazer sem nem mesmo saber o quê. Mas é que eu gostaria que a minha dissertação fosse toda ela fora dela; que cada letra, cada capítulo que seja, para além dos docentes e discentes com quem ela entrará em contato, fosse para alguém. E que suas escritas fossem então o próprio ato artístico.

E você me disse que nunca escreveu dentro da academia, e que por isso não tinha tanto a dizer desse ponto de vista. Pois então lhe digo que esse e-mail que lhe envio, sua leitura, sua possível resposta, seu silêncio, tudo isso será constitutivo de um dos capítulos de minha dissertação. Confesso: estou curioso, André. Como você escreverá seu primeiro texto dentro do ambiente acadêmico, aqui, nas suas reticências ou palavras  a esta missiva que lhe envio?

Por fim, me desculpe meu tom. Sei que escrevo de forma que não é natural para nossa comunicação cotidiana. Sei que assumo um modo de escrever quase que em monólogo. Como disse, é que ainda em mim vivem os vícios e os modos de ser que aprendi ao entrar na universidade. E me posicionei aqui como quem escreve uma dissertação, ainda. Me cabe mudar para o que quero ser. E tenho alguma esperança que ainda aprenderei ao observar você.

Obrigado.