Em cada caso particular, em cada poema ou obra, o ensaio acha um mundo a ser explorado, um mundo cheio de mistérios e desafios, um mundo que o chama a pensar. Ele não procura apenas integrar esse particular em alguma categoria geral, mas achar a sua idéia. Sua verdade, como indicou Benjamin numa bela imagem, “não se manifesta no desvendamento e sim num processo que pode ser caracterizado como um incêndio, no qual o invólucro do objeto, ao penetrar na esfera das idéias, consome-se em chamas, uma destruição, pelo fogo, durante a qual sua forma atinge o ponto mais alto de sua intensidade luminosa”.

Trecho de Pedro Duarte em Ensaio de linguagem ou linguagem de ensaio. O tachado na palavra ensaio foi feito por mim. Este trecho está aqui como um lembrete para meus próximos dias. É que não penso exatamente em ensaio ao lê-lo. Penso em
Thích Quảng Ðức.