“Oi, educs.

Estou coletando as escalas que estiveram em seus bolsos das dez até às dezoito horas – ou algo assim -, ao invés de jogá-las fora quando as encontro. As acho por aí mesmo, jogadas, ou elas veem a mim a partir das dezesseis e trinta, quando já memorizarmos tudo, reconhecendo-as inúteis. Coleciono então esses papéis dobrados de fim do dia, um tanto inspirado nos papéis rosa que Rodrigo nos deu e pediu para guardamos no bolso por uma semana e só, devolvendo-lhe, após isso, exatamente como ficaram, amassados ou não. E eu gostaria de nunca mais abrir essas folhas, lembro disso. Gostaria de finalmente conseguir vê-las dobradas. Gostaria de não vê-las escalas. Ver seu papel rosa, quem sabe.”

 
(escrito no quadro de avisos da gerência de educação do museu de arte do rio)