13/08/2013

Jandir

O grupo, formado por 20 crianças de 9 a 10 anos e 2 professores, tinha como interesse no agendamento a história e cultura do Rio de Janeiro. Tendo em vista isto, no acolhimento perguntei como eles viam o Rio de Janeiro. As respostas foram diversas: alguns uma garotinha falou que viu o Rio de Janeiro de cima quando viajou de avião, outro via achava o lugar onde morava super legal, já que era ótimo pra soltar pipa. Enfim, após ouvir essas informações falei que tinha um problema: Que colecionava Rios de Jan Janeiro e queria que o grupo desenhasse o Rio de Janeiro deles, porém só dispunha para isso de um pequeno pedaço de papel e de uma caneta preta (Bic). A maioria das manifestações foram contrárias. Eles alegavam que o papel era pequeno, que não caberia o mar e as montanhas. Dois garotos, mais valentes, disseram que seria fácil desenhar, apesar de naõ saberem ao certo o que iriam fazer. E após animá-los falando que seria mais fácil pensar no desenho ao visitar a exposição Imaginário entramos no espaço expositivo.

(…)

Ao final da visita nos reunimos no térreo pra para realizar o desenho. Todos queriam, a princípio, desenhar o cristo redentor ou o Pão de açúcar. Joguei um problema: Falei que outros lugares e coisas poderiam representar o Rio tão bem ou melhor que o Cristo. Dei o exemplo do meu cachorro, que foi encontrado na rua e que por isso me lembrava alguns lugares afetivos que eu chamava de Rio de Janeiro, lar… Perguntei novamente. A maioria massiva queria o Cristo Redentor. Alguns poucos o pão de açúcar. O Cristo foi então desenhado. Fomos ao final no morrinho, na parte externa. Parte do grupo s se admirou com essa forma de “desenhar o Rio”. Boa parte se atentou com afinco → ao cachorro no deitado do lado de fora.

 

Sem título | 2013 | Anexação de arquivo com grampos e caneta esferográfica no caderno dos educadores do Museu de Arte do Rio | 21 x 29,7 cm. cada